Archive for the música Category

Nós Estamos de Volta!

Posted in música with tags , , , , , , on outubro 17, 2012 by Roger Deff

Estivemos afastados das atualizações do nosso blog, mas agora voltamos com força total. Primeiro, compartilhando os próximos shows confirmados na agenda do Julgamento. Contagem, BH e Viçosa na área, e tem mais coisas pintando por aí.

Datas confirmadas:

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Entre as novidades, que contaremos em breve, estão os trabalhos dos integrantes do grupo, como o DJ Giffoni que está produzindo e gravando o CD do MC Douglas Din, nome proeminente das batalhas em Belo Horizonte, e o batera Gusmão, que está preparando um CD repleto de participações interessantes, entre elas, só pra citar algumas: Zimun, Cubanito e The Hells Kitchen Project.

E o nosso tão propalado vídeo clipe, o segundo do EP Muito Além, está quase pronto para dar as caras.

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Aguardem!

Vamo que vamo que o som não pode parar!

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Missão cumprida: Duelo de MCs e cultura de BH representados no Canadá

Posted in música, política with tags , , , , , , , , , , , , on março 3, 2012 by Gusmão

Após uma semana intensa de conhecimento e experiências fora do Brasil, nosso batera Gusmão está de volta com as energias recarregadas e orgulhoso de poder representar um pouco do que acontece de mais expressivo nas ruas de Belo Horizonte: o Duelo de MCs. Através de sua pesquisa de mestrado pela faculdade de Música da UFMG sobre a cultura de rua de Belo Horizonte e o tratamento dado a ela pelo poder público ele foi apresentar seu trabalho no Music and Social Justice Symposium, um simpósio sobre Música e Justiça Social ocorrido na Carleton´s University, em Ottawa, capital do Canadá.

Segundo o próprio a apresentação foi bastante elogiada e contou com fotos e textos do que a cultura de rua de BH tem sido para além do Duelo, tendo falado um pouco também sobre a Praia da Estação, o Sarau Vira-Lata e o Carnaval de Rua. Os comentários tecidos pelos canadenses foram sobre “o espírito vivo” que essa cidade parece ter. Bela observação!

Foram 20 minutos de apresentação mais 10 minutos para perguntas, o que deixou tudo bem corrido devido a vastidão deste tema. No meio desta correria, registros da apresentação acabaram sendo sacrificados, infelizmente.

Um dos pontos mais interessantes da viagem em termos de contato foi conhecer o movimento de spoken word de Ottawa. Spoken word é uma espécie de poesia performática que tem um forte diálogo com as rimas dos rappers. Uma figura famosa nesse sentido é o poeta-dub Linton Kwesi Johnson, uma grande influência musical pro nosso batera, inclusive. Saca aí:

O pessoal envolvido com essa arte em Ottawa organiza um evento chamado Slam Poetry que é um duelo de poesia que acontece numa pequena casa de show de lá chamada Mercury Lounge, bem similar ao Nelson Bordello que temos aqui.

Ian Keteku, poeta, jornalista de formação e que também escreve alguns raps, é um dos entusiastas desse movimento na cidade. Ele convidou nosso batera por um rolé e pela cena de lá e pôde presenciar essa riqueza poética urbana. Saca aí um pouco do trabalho do Ian:

No Slam Poetry não só rappers participam mas qualquer pessoa disposta a recitar sua poesia com dramaticidade. O jurado são alguns membros da platéia que julgam e dão notas aos participantes ao final de cada recital que dura 3:30. Inevitável, não lembrar do Duelo nessas horas com a diferença de que no Viaduto a voz do povo é a voz de Deus e os versos vêm desembolados no som dos instrumentais de rap.

Interessante notar esses diálogos entre eventos geograficamente distantes mas próximos na proposta.

Os contatos foram estabelecidos e agora é aproveitar para romper com essa distância geográfica da cultura global urbana.

“Construindo pontes, união é a fonte…” – Muito Além, Julgamento.

O Largo dos Poetas e o Duelo de MCs

Posted in música, política with tags , , , , , on janeiro 18, 2012 by Gusmão

Quando Ouro Preto, no século XIX, declinava de seu apogeu dourado, os governantes começaram a pensar uma nova capital para Minas Gerais. Belo Horizonte seria a metrópole moderna que Minas não tinha, atendendo a aspirações burguesas de fim de século e colocando o estado num novo patamar de desenvolvimento. Construída sob os ideais positivistas de ordem e progresso, BH foi planejada para comportar 100.000 habitantes o que em 1970 já passava de 1 milhão. Para isso, a zona rural de Curral Del Rey foi desapropriada para a chegada dos novos moradores que deveriam ocupar e consumir aquele espaço.

O século seguinte chegou e com ele as obras de calçamento e arquitetura que buscavam apagar do mapa o velho Curral e seus primeiros habitantes. O referencial de modernidade naquele tempo era a Europa, os boulevards franceses e todo o requinte das ruas parisienses. Em 1929, quando o Viaduto de Santa Tereza foi construído com sua arquitetura arrojada e grandiosa buscava-se ligar o centro da cidade (Rua da Bahia, principalmente) aos bairros tradicionais da cidade como o Floresta e Santa Tereza que acabava de receber esse nome por causa da igreja localizada na Praça Duque de Caxias.

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É sabido que a Rua da Bahia era um ponto dos escritores e intelectuais da cidade que se encontravam em seus bares e cafés para a troca de idéias e boemia. O Viaduto de Santa Tereza que agora era um símbolo da modernidade metropolitana catalisava para si essas aspirações artístico-literárias sendo pensado para ser o Largo dos Poetas. A tradição de subir seus arcos foi iniciada por escritores como Carlos Drummond de Andrade e Pedro Nava e até hoje há quem repita essa proeza, incluí-se aí o autor deste texto.

O tempo passou e o Viaduto acabou não sendo mais que uma via de passagem. Já na década de 1980, quando o capitalismo do terceiro mundo já sentia a chegada dos ideais neoliberais inúmeras cidades brasileiras começaram a passar pelo chamado processo de “revitalização”. No caso belo-horizontino, uma obra que veio a calhar foi a construção da estrutura inferior do Viaduto composta por um palco, pista e arquibancada para apresentações e exposições numa tentativa de retomar as aspirações artísticas do Viaduto. E não é que esse projeto fazia parte das obras de revitalização da Rua da Bahia?!

Foi preciso mais de 20 anos para que de fato o Largo se tornasse dos Poetas. E não estamos falando dos poetas da academia, de identificação pequeno-burguesa. Mas sim dos poetas da rua, que respiram a cidade e se apropriam dela de uma maneira diferente. Em 2007, o coletivo de jovens hip-hoppers Família de Rua começava a organizar um dos eventos culturais mais marcantes da atual Belo Horizonte. Nada mais, nada menos que o Duelo de MCs.

O evento acontecia inicialmente num canto da Praça da Estação próximo do Viaduto se consolidando exatamente no momento em que se apropriou da estrutura inferior disponível. Centenas de pessoas freqüentam o lugar nas noites de sexta-feira onde é possível perceber gente de diferente cor, raça, ideologia e credo. Mesmo alcançando tamanho sucesso e relevância na capital tem enfrentado dificuldades junto às autoridades para se manter de pé sem um esforço constante dos organizadores. O que é uma contradição já que finalmente o Viaduto encontrou sua maior aspiração: a poesia.

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Texto por Gustavo “Gusmão” S. Marques

Leia também:

http://www.letras.ufmg.br/atelaeotexto/pesquisaluciocoelho.htm

http://bairrosdebelohorizonte.webnode.com.br/avenidas-e-ruas-de-bh-/

http://duelodemcs.blogspot.com/ 

Belo trabalho de design de som do nosso guitarrista Helder Araújo

Posted in música with tags , , , , , , on dezembro 14, 2011 by Gusmão

Nosso guitarrista, Helder Araújo, que também é produtor de áudio lançou essa semana seu primeiro trabalho usando da linguagem de vídeo para criar trilha sonora. Fazendo uso do clipe de “Do The Evolution”, clássico da banda de rock Pearl Jam, ele fez uma verdadeira “REvolution” substituindo a música pelo áudio que redesenhou.

Sem mais delongas, o clipe:

Julgamento no La Onda

Posted in música with tags , , , , , on dezembro 6, 2011 by Roger Deff

Dando sequência aos rolês, em breve estaremos em Vespasiano, para o Festival La Onda, que também integra o Circuito Mineiro de Festivais Independentes. Cortesia do Música Minas. Vamo que vamo, o line-up tá muito bacana!

Aplicação sonora de volta

Posted in música with tags , , , , , , on dezembro 2, 2011 by Gusmão

Salve, rapa! Gusmão na área voltando à ativa aqui no blog do Julgamento depois de muito sem postar nada (a correria da vida faz isso…).

Deixando as desculpas de lado, gostaria de compartilhar com vocês alguns sons de nu-jazz com rap que simplesmente me chaparam hoje e vão continuar chapando por um bom tempo, certamente.

Tão bom descobrir som bom… num é memo? rs

Primeiro vai aí o Taylor McFerrin, filho do ilustre Bob.

E agora o Dela, fino demais!

E por último, um som do Presto. Que vibe boa!

Pode crer, amizade?!

Muito Além no Compacto.REC

Posted in música with tags , , , , on junho 16, 2011 by Roger Deff

Lançamos o nosso novo trabalho, o EP “Muito Além” pelo selo Compacto. REC, do circuito FDE. A produção é novamente assinada por Sérgio Giffoni com masterização de Fabrício Galvani.  Quem assina a arte é Andreia Alvarez com ilustração do Voz Khumalo.

Quanto às músicas, baixem e espalhem a ideia. É só acessar aqui: http://compactorec.wordpress.com

A cópia física sai em julho, pelos selos Fora do Eixo Discos e Membrana.

Compacto. Vídeo  – EP “Muito Além”

Vídeo Clipe Muito Além – Por Bruno Souza