Missão cumprida: Duelo de MCs e cultura de BH representados no Canadá

Após uma semana intensa de conhecimento e experiências fora do Brasil, nosso batera Gusmão está de volta com as energias recarregadas e orgulhoso de poder representar um pouco do que acontece de mais expressivo nas ruas de Belo Horizonte: o Duelo de MCs. Através de sua pesquisa de mestrado pela faculdade de Música da UFMG sobre a cultura de rua de Belo Horizonte e o tratamento dado a ela pelo poder público ele foi apresentar seu trabalho no Music and Social Justice Symposium, um simpósio sobre Música e Justiça Social ocorrido na Carleton´s University, em Ottawa, capital do Canadá.

Segundo o próprio a apresentação foi bastante elogiada e contou com fotos e textos do que a cultura de rua de BH tem sido para além do Duelo, tendo falado um pouco também sobre a Praia da Estação, o Sarau Vira-Lata e o Carnaval de Rua. Os comentários tecidos pelos canadenses foram sobre “o espírito vivo” que essa cidade parece ter. Bela observação!

Foram 20 minutos de apresentação mais 10 minutos para perguntas, o que deixou tudo bem corrido devido a vastidão deste tema. No meio desta correria, registros da apresentação acabaram sendo sacrificados, infelizmente.

Um dos pontos mais interessantes da viagem em termos de contato foi conhecer o movimento de spoken word de Ottawa. Spoken word é uma espécie de poesia performática que tem um forte diálogo com as rimas dos rappers. Uma figura famosa nesse sentido é o poeta-dub Linton Kwesi Johnson, uma grande influência musical pro nosso batera, inclusive. Saca aí:

O pessoal envolvido com essa arte em Ottawa organiza um evento chamado Slam Poetry que é um duelo de poesia que acontece numa pequena casa de show de lá chamada Mercury Lounge, bem similar ao Nelson Bordello que temos aqui.

Ian Keteku, poeta, jornalista de formação e que também escreve alguns raps, é um dos entusiastas desse movimento na cidade. Ele convidou nosso batera por um rolé e pela cena de lá e pôde presenciar essa riqueza poética urbana. Saca aí um pouco do trabalho do Ian:

No Slam Poetry não só rappers participam mas qualquer pessoa disposta a recitar sua poesia com dramaticidade. O jurado são alguns membros da platéia que julgam e dão notas aos participantes ao final de cada recital que dura 3:30. Inevitável, não lembrar do Duelo nessas horas com a diferença de que no Viaduto a voz do povo é a voz de Deus e os versos vêm desembolados no som dos instrumentais de rap.

Interessante notar esses diálogos entre eventos geograficamente distantes mas próximos na proposta.

Os contatos foram estabelecidos e agora é aproveitar para romper com essa distância geográfica da cultura global urbana.

“Construindo pontes, união é a fonte…” – Muito Além, Julgamento.

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