Arquivo para janeiro, 2012

Julgamento, Zimun e DJ Devid no Circuito de Verão – O que rolou:

Posted in Uncategorized with tags , , , , on janeiro 31, 2012 by Roger Deff

Na quinta-feira, dia 26, tocamos no Stúdio Bar, dentro da programação do Circuito De Verão. Tivemos a satisfação de dividir o palco com o Zimun, um dos mais interessantes trabalho de Hip-Hop em BH atualmente, flow enérgico do Castilho que mandou bem apesar da ausência do Matéria Prima. Completando o que já estava pra lá de bacana, tivemos também a discotecagem inspirada do DJ Deivid (Alta Fidelidade).

Na noite anterior ao show o nosso guitarrista, Helder Araújo fraturou a mão em um acidente, mas mesmo assim se apresentou no palco (raça é apelido!). Gratificante (como eu gosto dessa palavra) ver mais uma vez o público cantando os refrões com a gente. Não há dinheiro que pague isso.

Alegria também em poder contar com a participação especial do grande amigo Ricardo Ulpiano, músico talentoso do atual cenário mineiro. Agradecimentos especiais a todos os presentes, aos que gostariam mas não puderam ir e ao Rodrigo Brasil pelo convite. #Tamujunto!

Noite memorável que contou com ótimos registros do Pablo Bernardo e Barbara Dutra.

Nos vemos nos próximos!

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DJ Ice Man

Posted in Uncategorized with tags , , on janeiro 28, 2012 by Roger Deff

Contra-capa do LP “Seja Mais UM”, do Retrato Radical

Estranho falar do Ice-man, aqui. Eu o conhecia há cerca de 16 anos, nos falávamos pouco, e acho que trocamos poucas idéias durante todos esses anos, mas era alguém que eu respeitava e sempre me passou uma sensação boa, por se tratar de um sujeito íntegro.

De fato, Ice Man não era nenhum falastrão. Falava o necessário, mas longe de ser antipático, apenas economizava palavras.  Quando o conheci ele era para mim o lendário DJ Ice Man, do Retrato Radical, verdadeira referência do rap belohorizontino. Fazia parte das figuras a quem eu admirava, mas que estavam longe do meu convívio. Era assim que eu os via, como verdadeiras lendas, artistas que aprendi a admirar. Quando o vi pela primeira vez eu já ouvira falar muito do nome dele, e, obviamente , do Retrato Radical. Depois comprei o LP, na extinta Black White, na Galeria Praça Sete e acompanhei a trajetória do grupo nos tempos em que suas músicas eram executadas em FMS como a Extra e 98 (sim, isso aconteceu!).

O nome “Ice-Man”, lhe caiu como uma luva. Dono de uma técnica impecável, era um dos mais habilidosos DJs do Hip-Hop local e não duvido que do Brasil também.  Executava transformers, scrtachs e outras técnicas que não sei dizer o nome, com precisão, mas a expressão não demonstrava a menor sensação de esforço.  Talvez venha daí o Ice-Man.

Jamais soube o seu nome de batismo, sempre me referi a ele pelo nome que ele escolheu para executar o seu trabalho de DJ, mas o via com simpatia, o tinha como um velho amigo, alguém que, de certa forma, fez parte de um grande período da minha vida. Dessas pessoas que aprendi a ver como uma extensão da minha família, a geração anos 90 do hip-hop de BH.

Da última vez que o vi ele disse que estava voltando aos toca-discos.  Fiquei feliz em vê-lo, sempre cordeal, alguém com quem eu gostaria de ter convivido mais.

No início desse ano (2012) me chegou a notícia do seu falecimento. Fiquei triste, assim como vários que o conheceram. Hesitei para escrever este post, queria fazer algo à altura da minha admiração, não sei se consegui, no final das contas apenas tentei ser sincero.

Para minha surpresa, o DJ Pooh (seu eterno parceiro nos toca-discos) disse que eu era uma das pessoas  com quem Ice Man tinha mais afinidade no cenário Hip-Hop de BH. No fim isso era recíproco, não é preciso falar muito para se estabelecer este tipo de vínculo. Fomos contemporâneos de uma época e compartilhamos conquistas de uma geração que deixou poucos remanescentes. Deixou saudades.

Paz  Ice-Man!

Julgamento, Zimun e DJ Garrel no Circuito Verão 2012

Posted in Uncategorized with tags , , , , , on janeiro 24, 2012 by Roger Deff

Quinta-feira, dia 26,  estaremos no Stúdio Bar (Guajaras 842 ) para uma presentação no Circuito Verão 2012, ao lado do DJ Garrel e do Zimun, uma dos mais bacanas trabalhos de rap da cidade.

O projeto engrossou o caldo do cenário musical de BH com uma programação extensa repleta de ótimos shows gratuitos. Os ingressos podem ser retirados na loja Chilli Beans (Pátio Savassi) ou você pode deixar seu nome na Lista Amiga (clique aqui).

Esperamos vocês lá.

O Largo dos Poetas e o Duelo de MCs

Posted in música, política with tags , , , , , on janeiro 18, 2012 by Gusmão

Quando Ouro Preto, no século XIX, declinava de seu apogeu dourado, os governantes começaram a pensar uma nova capital para Minas Gerais. Belo Horizonte seria a metrópole moderna que Minas não tinha, atendendo a aspirações burguesas de fim de século e colocando o estado num novo patamar de desenvolvimento. Construída sob os ideais positivistas de ordem e progresso, BH foi planejada para comportar 100.000 habitantes o que em 1970 já passava de 1 milhão. Para isso, a zona rural de Curral Del Rey foi desapropriada para a chegada dos novos moradores que deveriam ocupar e consumir aquele espaço.

O século seguinte chegou e com ele as obras de calçamento e arquitetura que buscavam apagar do mapa o velho Curral e seus primeiros habitantes. O referencial de modernidade naquele tempo era a Europa, os boulevards franceses e todo o requinte das ruas parisienses. Em 1929, quando o Viaduto de Santa Tereza foi construído com sua arquitetura arrojada e grandiosa buscava-se ligar o centro da cidade (Rua da Bahia, principalmente) aos bairros tradicionais da cidade como o Floresta e Santa Tereza que acabava de receber esse nome por causa da igreja localizada na Praça Duque de Caxias.

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É sabido que a Rua da Bahia era um ponto dos escritores e intelectuais da cidade que se encontravam em seus bares e cafés para a troca de idéias e boemia. O Viaduto de Santa Tereza que agora era um símbolo da modernidade metropolitana catalisava para si essas aspirações artístico-literárias sendo pensado para ser o Largo dos Poetas. A tradição de subir seus arcos foi iniciada por escritores como Carlos Drummond de Andrade e Pedro Nava e até hoje há quem repita essa proeza, incluí-se aí o autor deste texto.

O tempo passou e o Viaduto acabou não sendo mais que uma via de passagem. Já na década de 1980, quando o capitalismo do terceiro mundo já sentia a chegada dos ideais neoliberais inúmeras cidades brasileiras começaram a passar pelo chamado processo de “revitalização”. No caso belo-horizontino, uma obra que veio a calhar foi a construção da estrutura inferior do Viaduto composta por um palco, pista e arquibancada para apresentações e exposições numa tentativa de retomar as aspirações artísticas do Viaduto. E não é que esse projeto fazia parte das obras de revitalização da Rua da Bahia?!

Foi preciso mais de 20 anos para que de fato o Largo se tornasse dos Poetas. E não estamos falando dos poetas da academia, de identificação pequeno-burguesa. Mas sim dos poetas da rua, que respiram a cidade e se apropriam dela de uma maneira diferente. Em 2007, o coletivo de jovens hip-hoppers Família de Rua começava a organizar um dos eventos culturais mais marcantes da atual Belo Horizonte. Nada mais, nada menos que o Duelo de MCs.

O evento acontecia inicialmente num canto da Praça da Estação próximo do Viaduto se consolidando exatamente no momento em que se apropriou da estrutura inferior disponível. Centenas de pessoas freqüentam o lugar nas noites de sexta-feira onde é possível perceber gente de diferente cor, raça, ideologia e credo. Mesmo alcançando tamanho sucesso e relevância na capital tem enfrentado dificuldades junto às autoridades para se manter de pé sem um esforço constante dos organizadores. O que é uma contradição já que finalmente o Viaduto encontrou sua maior aspiração: a poesia.

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Texto por Gustavo “Gusmão” S. Marques

Leia também:

http://www.letras.ufmg.br/atelaeotexto/pesquisaluciocoelho.htm

http://bairrosdebelohorizonte.webnode.com.br/avenidas-e-ruas-de-bh-/

http://duelodemcs.blogspot.com/ 

Julgamento no VAC…mais uma vez representando

Posted in Uncategorized with tags , , on janeiro 16, 2012 by Roger Deff

Na sexta-feira o Verão Arte Contemporânea iniciou sua temporada 2012 com o belo show do nosso amigo Flávio Renegado, no teatro do Sesc Paladium. O projeto, realizado pela Oficina Multi Média, agrega atividades artísticas diversas em toda a cidade durante os meses de janeiro e fevereiro, passando pela música, teatro, arquitetura e gastronomia.

No sábado foi a vez do Julgamento fazer parte dessa festa, no Teatro do Oi Futuro.

Agradecemos, mais uma vez aos presentes, os amigos e parceiros:  Pablo Bernardo, Luiz Ramos, Aninha, Priscila, Marco Aurélio Prates (e seu olhar preciso para captar os momentos), Fabrício Galvani (“O” homem do som) à equipe do teatro e ao Oficina Multi Média pelo convite.

Julgamento agora e sempre!

Começando 2012: Julgamento no VAC

Posted in Uncategorized with tags , , on janeiro 9, 2012 by Roger Deff

Dia 14 de janeiro, a partir das 21 hrs, no Teatro do Oi Futuro, Klaus Vianna,  vamos fazer o nosso primeiro show de 2012. Tivemos o prazer ímpar de integrar a sexta edição do Verão Arte Contemporânea, projeto realizado pelo Grupo Oficina Mulimédia que reúne as mais diversas manifestações artísticas, incluindo teatro, música, dança, arquitetura, etc.

Na compra do ingresso você ganha um vale CD que poderá ser trocado pelo nosso trabalho mais recente, o EP Muito Além. A troca poderá ser realizada na loja CD Clube (Av Amazonas  471 lj 4 – Centro Belo Horizonte – MG)

Nos vemos lá.

Mestre Jonas

Posted in Uncategorized with tags , , on janeiro 8, 2012 by Roger Deff

A cena musical de Belo Horizonte iniciou o ano de 2012 sem a presença imprescindível do Mestre Jonas, talentoso representante do que produzimos de melhor aqui na capital das alterosas. Além de grande artista, Mestre Jonas trazia sim a grandiosidade traduzida pelo seu nome, bem como a simplicidade que só reforçava o grande ser humano que ele foi.

Saudades “Mestre”, como eu costumava chamá-lo. Qualquer homenagem é insuficiente para transcrever a perda ou mesmo a importância do “Sambêro” para aqueles que tiveram a satisfação de conhecê-lo, dividir gargalhadas ou mesmo apreciar seu trabalho, mas acredito que o que deve ser lembrado sempre é o que ele foi em vida,  o músico que levava às suas canções o que estava em sua alma, por isso esse post traz um registro do que ele fazia de melhor. Registrado na memória, na retina e nos ouvidos.

Saudades Mestre!