Arquivo de novembro, 2010

O b.boy e a construção do hip-hop

Posted in Uncategorized with tags , , , , on novembro 29, 2010 by Roger Deff

Quando o hip-hop surgiu nos EUA, na década de 70, o personagem central da cultura de rua, que iniciou todo o processo, foi o DJ , ícone representado nas figuras históricas dos pioneiros Kool Herc e África Bambaataa (não necessariamente nessa ordem).

Kool Herc, foi um imigrante jamaicano que levou para o Bronx a cultura do “Sound System”  dando origem às famosas Street party (festas de rua), que possibilitaram o agrupamento das 4 manifestações artísicas que compõem a cultura de rua (rap, break, dj e grafitti). À Bambaataa coube o papel de ver o potencial agregador dessas propostas, reunindo-as sob uma única cultura. E assim, a grosso modo, nasceu o hip-hop.

No Brasil, em BH para ser mais exato, o elemento responsável pelo início de tudo foi o B.boy, ou dançarino de break.  Os pioneiros da cena mineira foram alguns garotos que começaram a dançar inspirados no filme Flash Dance e em clipes de Michal Jackson. O break foi o primeiro elemento da cultura hip-hop que surgiu por aqui, o que impulsionou as demais manifestações. A primeira gangue de break de BH nasceu em 1983, o grupo chamava-se Break Crazy e era composto por algumas figuras conhecidas como Roger Dee (Dentinho) e Eduardo Sô.

Importante salientar o papel do B.boy na construção da cultura hip-hop em Minas e no Brasil de uma forma geral. Nosso total respeito a esses desbravadores. Hip-hop não pára!!!

Som foda pela net… rap hispânico

Posted in Uncategorized with tags , , , , on novembro 26, 2010 by Gusmão

Acabamos de receber na nossa lista um e-mail do “Heldz”, ou melhor, Helder Araújo – guittarista do Julgamento. No e-mail, o cara falou que tava chapado com um rap que tinha descoberto na internet e que era pra todo ouvir porque era coisa fina, de primeira.

Sente o peso dessa parada, vários elementos de chapar na base:

 

 

 

Aplicação sonora: Buckshot Le Fonque

Posted in Uncategorized with tags , , , on novembro 25, 2010 by Roger Deff

Já ouviu falar em Buckshot Le Fonque? É o pseudônimo do saxofonista  de jazz Julian Adderley, cujo trabalho mesclava hi-hop, jazz (obviamente) e outras influências. O cara tocou ao lado de gigantes como Sting  e Miles Davis.

O som “Music Evolution” é parte integrante do álbum lançado em 1994. Apesar do tempo, o trabalho soa vanguardista até hoje.

Boa audição

GOG – Assassinos Sociais

Posted in Uncategorized with tags , , on novembro 23, 2010 by Roger Deff

Há vários anos atrás vi na tv preto e branco de um amigo um rapper de Brasília com sua música nervosa, falando sobre as  desigualdades sociais da capital do país. Ali estava uma das referências mais importantes para o trabalho que desenvolvo com o Julgamento.

A mensagem buscava algum tipo de transformação na qual eu acredito até hoje e fazia do rap um importante veículo de educação. Foi  pra mim um dos  primeiros estopins de questionamento sobre os papéis sociais e  a própria política (palavra que tem sido uma constante nos últimos posts deste blog).

A música é essa que está aí no vídeo “Assassinos Sociais”, e o rapper é o GOG, um dos mais importantes nomes do rap nacional.

Qual democracia?

Posted in Uncategorized with tags , , , , on novembro 21, 2010 by Roger Deff

Li na “Caros Amigos”  do mês de outubro uma entrevista do jurista Fábio Konder Comparato, falando sobre a questão das oligarquias no Brasil.  Texto interessante e bom para refletir sobre as contradições da democracia no país. 

No final das contas uma falsa democracia já que o povo é mero espectador do circo político.  E a atitude de mero espectador é reforçada pela alienação e descrença na participação política efetiva. Temos problemas educacionais sérios para resolver de um lado e uma classe política pouco ou nada preocupada em dividir o bolo.

Leia aqui uma parte da entrevista.

Abs

Nunca Serão

Posted in Uncategorized with tags , , , , , on novembro 19, 2010 by Roger Deff

O que sempre me chamou a atenção no trabalho do Gabriel (Pensador) são as letras ácidas e diretas de algumas de suas músicas, principalmente na fase incial, nos idos anos 90.  A julgar pelo novo trabalho do rapper carioca, as “papas na língua” se foram de vez. Em Nunca Serão, clipe dirigido pelo homem da Tropa de Elite, José Padilha, críticas diretas à política nacional e a própria conduta de repressão da polícia é o que não faltam. Música inteligente em tempos em que muita gente entendeu (errado) que o caminho inverso é o melhor.

Refletindo sobre o dia da Consciência Negra

Posted in Uncategorized with tags , , , on novembro 17, 2010 by Roger Deff

Busto em homenagem a Zumbi dos Palmares

No próximo sábado, 20 de novembro,  comemoraremos o dia da Consciência Negra, não por acaso é o dia em que morreu um dos maiores heróis do país, Zumbi dos Palmares. A inserção do  negro na sociedade brasileira é assunto para ser debatido todos os dias, mas o 20 de novembro cumpre bem a sua função de convidar o país inteiro para essa reflexão.

São vários os assuntos que merecem a nossa atenção diária, mas no momento vou pautar mais uma vez a importância do ensino da cultura afro-brasileira nas escolas públicas, que é obrigatório desde 2003, de acordo com a Lei nº 10.639.

Infelizmente o que tivemos desde então são ações pontuais por parte de Universidades Federais e movimentos ligados à questão negra. Levar a história do negro para as escolas é uma das melhores formas de jogar uma luz sob qual foi (e é) o papel dos afrodescendentes na construção da cultura brasileira, algo completamente negligenciado no ensino convencional.

O Brasil ainda enfrenta problemas em lidar com questões étnicas, talvez por vivermos sob uma cultura que, de uma forma geral, nega o tempo todo qualquer responsabilidade sob os efeitos sociais do regime escravocrata e tem problemas mais sérios ainda em lidar com o próprio peconceito, assunto que é tabú até entre as camadas mais esclarecidas da sociedade.

Apesar de tudo, podemos comemorar a vitória significativa de existirem discussões públicas sobre a situação do negro no país. E é bom saber que muitos desses debates tendem  a migrar dos meios acadêmicos para discussões com a própria sociedade, ou pelo menos é o que eu espero.